O dia que parei de tomar anticoncepcional: do Yasmin ao DIU Kyleena

Olá, Gurias! Tudo certo com vocês? Comigo sim... quarenta continua ativa aqui na cidade e eu em home office. Pelo ritmo que andamos, de vai e vem nos casos de COVID-19, isso não mudará tãoooo cedo hehe

O papo de hoje é longo e bem "mulherzinha", (como dizia um guri) mas o meu sonho mesmo é que ainda venha ser algo que todos se preocupem e busquem conhecer a respeito: contraceptivo hormonal. 

transicao do anticoncepcional Yasmin ao DIU Kylenna


Comecei a tomar anticoncepcional relativamente cedo, 16, quase 17 anos. Tinha cólicas terríveis, daquelas que vivia sendo carregada no colo, às pressas, para o hospital e o contraceptivo acabava tendo múltiplas funções. Aos 20 anos, descobri uns cistos no ovário, no susto, e troquei de anticoncepcional, passando a usar o famoso Yasmin. E, desde então, esse era o meu fiel companheiro, parando apenas nas pausas de 7 dias. 

Em 2011 conversei com um médico para fazer laqueadura, já que tinha decido muito antes disso que não quero ser mãe. Na época, me explicou que não era possível devido a minha idade (muito nova!) e por não ter filhos (ok, era justamente por isso que queria fazer!). Continuei com o Yasmin, mas meio de saco cheio de ter que tomá-lo e, ao mesmo tempo, sem disposição alguma para ter um ciclo 100% livre dos hormônios. 

Nota: nunca tive nenhuma reação adversa tomando o Yasmin. Na verdade, se não fosse pela canseira de ter que tomá-lo todos os dias e a preocupação com o hormônio pelo corpo todo que comecei a me questionar nos últimos tempos, não teria parado de tomá-lo!

O tempo passou e eis que há uns três anos, passei a pesquisar sobre colocar DIU Mirena. Conversa vai, conversa vem, com médicos e amigas, eis que em outubro de 2019 decidi que colocaria. 

Conversei com o meu médico e, mesmo com o plano de saúde (Unimed) dizendo que cobriria 100%, ele queria cobrar um valor  à parte. Enrolei mais um tempo, pois não estava disposta a pagar à parte, já que o próprio plano relatou que essa cobrança era indevida. Com medo de sofrer retaliação por parte do médico, fui em busca de outro profissional. Durante a busca, encontrei mais alguns que faziam como o meu (cobravam à parte!)...

Até que em março desse ano encontrei a Drª Ana Maria Eberhardt Menegon  (aqui de Joinville), uma médica íntegra, que segue as regras do plano e ainda tem a maior paciência do mundo em explicar cada detalhe. A minha primeira consulta com ela demorou uma hora e meia! O tempo voou! Isso que estávamos que já estávamos no início da pandemia!

Solicitou alguns exames e, no mesmo dia, já encaminhamos a solicitação do DIU Kyleena (o mais atual) para o plano de saúde. Alguns dias depois, eis que recebo o e-mail da Unimed autorizando o procedimento! Foi só alegria (minto, ansiedade também! rsrs)

Procedimento marcado 29/junho, a minha médica ficou doente! Eita, né?! Lá vamos nós prorrogar para o próximo ciclo. Agendamos para o dia 29 de julho. 

No tempo que antecedeu a inserção do DIU, tive que fazer um "tratamento" prévio, para deixar o útero mais dilatado e o encaixe ser mais tranquilo. Além disso, no dia da inserção, tomei um remédio para dor que a médica orientou, meia hora antes de ir para a clínica. 

Mesmo eu sendo bem resistente para dor, ainda assim senti uma cólica de leve. Entaaooo, amei ter seguido as orientações dela quanto aos remédios!

O procedimento foi MUITO rápido. Sério, questão de meia hora, estava liberada. Durante o processo, senti 3 cólicas, com graus de intensidades diferentes, mas nada mortal. Não fui anestesiada nem nada, e tudo foi feito dentro do consultório da médica. Quando acabou o procedimento, senti um pouco de moleza e fraqueza. Então, tomei uma água e fiquei deitada uns minutos numa ante-sala que ela tem por lá. Como a médica já tinha adiantado que isso poderia acontecer e que o ideal era que eu não fosse dirigindo, uma amiga passou me pegar (obrigada eterno, Tati <3).

Aproximadamente uma hora após o procedimento, passei a sentir um desconforto, uma cólica chata e dolorida. Tomei o remédio indicado pela médica e tirei o dia para ficar recolhida em meu canto, só curtindo essa nova mudança em meu corpo. Aqui fazia um frio bem moderado, então, passei o dia entre uma sonecada e outra, embaixo das cobertas. Só levantei para comer rsrs 

Senti cólicas em alguns momentos dos próximos dois dias e depois passou. Era como se eu nem tivesse feito nada. É incrível como o DIU Kyleena é imperceptível! Fiquei realmente encantada! Aliás, isso de não senti-lo e esquecer que existem já rendeu alguns sustos nos últimos dias, pois pulei algumas veze da cama achando que tinha esquecido de tomar o anticoncepcional rsrsrs 

A médica pediu que após três semanas com o DIU, que eu repetisse o ultrassom para conferir a posição. Então, no dia 17/08, fiz o ultrassom e estava tudo perfeito. 

Entre o período desde que coloquei o DIU, até o retorno na médica que aconteceu essa semana (24/08), senti duas cólicas bem pontuais. Uma delas me deixou preocupada e chateada. Mas a médica me esclareceu que isso é o meu corpo se acostumando ao novo tipo de hormônio, e que poderia ser a ovulação acontecendo... enfim, coisas que há anos eu não tinha mais nem ideia de como era sentir. Como os exames estão todos em dia, a tarefa agora é observar as reações do corpo, dores, desconfortos e esperar pelo ciclo menstrual. Será um novo conhecer-me, uma redescoberta de um eu sem hormônio no corpo inteiro rs (só em uma parte hehe). 

Confesso que estou torcendo para:

  • não ter cólicas;
  • não sentir as ovulações;
  • que o ciclo de menstrual não seja uma hemorragia; 
  • aumentar a libido; e
  • não ter enxaquecas 
rsrs não quero mais nada não, é? Esperemos! 

Ah, e sim, ainda tô achando que não terei coragem de colocar o coletor novamente porque só fico imaginando que do jeito que sou desastrada, vou enroscar no "barbantinho" do DIU e arrancar ele do lugar... então estou cogitando migrar para as calcinhas menstruais. Veremos, já escutei falar bem de algumas e há tempos estou louca para experimentá-las. Parece que a oportunidade perfeita chegou! 
E você, é do time que não usa nada ou é do time que ingere hormônios ou outros métodos? 

Se por acaso chegou aqui buscando mais informações obre métodos contraceptivos, é válido ressaltar que estou compartilhando a minha experiência e que você deve, antes de mais nada, procurar por ajudar especializada para que o seu médico te ajude a fazer a escolha mais adequada! Nesse site aqui "Meu anticoncepcional", tem mais alguns métodos comparativos, que pode se de grande valia você fazer a leitura antes de ir conversar com o médico #liberdadevemdedentro

Bjinhos, Bjinhos,
Ana Laura

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